Correios pedem novo empréstimo de R$ 7 bi

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Publicado em 11 de setembro de 2026

O pedido de garantia soberana para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões pelos Correios está sob análise do Tesouro Nacional. A empresa solicitou formalmente a garantia na última quinta-feira, após divulgar um prejuízo de R$ 2, 4 bilhões no segundo trimestre. O novo crédito já era previsto dentro do plano de reestruturação da companhia, que precisou do socorro da União após enfrentar graves dificuldades financeiras.

Situação Financeira dos Correios

A solicitação do empréstimo foi feita junto a quatro bancos privados: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. A operação terá um custo de 114, 26% do CDI, o que equivale a juros próximos a 16% ao ano. O prazo do contrato será de 15 anos, com três anos de carência sem cobrança de prestações.

Logística e Serviços Postais

Os Correios afirmam que as condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e não podem ser detalhadas no momento. A empresa informou que as informações oficiais serão divulgadas oportunamente, após a conclusão das tratativas. A taxa de 114, 26% do CDI é inferior ao do primeiro empréstimo, no valor de R$ 12 bilhões, contratado em dezembro de 2025 a uma taxa de 115, 13% do CDI.

Empréstimo e Garantia Soberana

O pedido de garantia está sob análise do Tesouro Nacional, que precisa avaliar a capacidade de pagamento dos Correios para conceder ou não a garantia. A concessão do aval significa que a União honrará os pagamentos em caso de inadimplência, o que contribui para tornar a operação atrativa aos bancos e reduzir os custos.

Correios e a União

A empresa atribuiu a melhora na posição de caixa observada no fim do ano passado à implementação de medidas destinadas ao reequilíbrio financeiro, como a renegociação e o parcelamento de dívidas acumuladas anteriormente, sobretudo com fornecedores. O governo ainda injetará na empresa R$ 6 bilhões em recursos públicos em 2027, valor que já está reservado no Orçamento.

Análise e Avaliação

O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu um processo para apurar a eventual responsabilidade de gestores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive servidores do Tesouro, por considerar que a análise de risco não foi feita com a profundidade requerida em casos dessa magnitude. A corte de contas ressaltou que a versão definitiva do plano foi encaminhada apenas três dias antes da tomada de decisão.

Impacto e Consequências

A garantia foi concedida apenas dois dias após o envio formal do contrato ao Tesouro Nacional. O TCU considerou que a rapidez da análise não foi condizente com sua complexidade e que o governo não fez uma análise mais detalhada de sua consistência, inclusive avaliando as premissas adotadas. Isso levou a União a assumir um “risco fiscal relevante”.

Os Correios precisam do empréstimo para reestruturar sua situação financeira e manter seus serviços postais e logística em funcionamento. A empresa está trabalhando para melhorar sua posição de caixa e reduzir suas dívidas, mas ainda enfrenta desafios significativos. A garantia soberana é fundamental para que os Correios possam obter o empréstimo e continuar operando.

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