Justiça obriga Correios a manter 80% do efetivo

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Publicado em 20 de setembro de 2026

A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no sábado (12) determinou que os trabalhadores dos Correios mantenham 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação. Essa medida abrange unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte essenciais à continuidade da cadeia postal. A Findect (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações) afirmou que a greve nacional da categoria continua sem previsão de encerramento. A paralisação foi iniciada na noite de quinta-feira (10) e os Correios acionaram o TST na última sexta-feira (11) para tentar encerrar a greve dos funcionários da estatal.

Contexto da Paralisação

A empresa apresentou pedido de dissídio coletivo e quer que o tribunal declare a paralisação abusiva e determine a continuidade dos serviços em caráter de urgência. O tribunal deverá analisar a legalidade da paralisação e as reivindicações da categoria. Para reduzir os impactos da paralisação, a estatal afirma ter acionado seu Plano de Continuidade de Negócios, que inclui a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Medidas de Mitigação

Segundo a empresa, a rede de agências permanece aberta ao público. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, as partes ainda podem chegar a um acordo. Os Correios afirmam respeitar o direito de greve dos trabalhadores, mas dizem que a paralisação ocorre em um momento de situação econômico-financeira desafiadora para a empresa. A estatal diz manter como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas.

Situação Financeira dos Correios

A paralisação ocorre em meio à crise financeira dos Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2, 4 bilhões no segundo trimestre e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, como parte de seu plano de reestruturação financeira. A greve foi aprovada por tempo indeterminado após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Segundo a Findect, 35 assembleias aprovaram a paralisação.

Pontos de Divergência

O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que a proposta mantinha 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, além de prever reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios e a manutenção da assistência à saúde. A Findect, no entanto, considera que a proposta não atende às necessidades dos trabalhadores e que a greve é necessária para garantir os direitos dos funcionários.

Impacto da Paralisação

A paralisação dos Correios pode ter impacto significativo na economia do país, especialmente em relação ao comércio eletrônico e à entrega de correspondências. A empresa é responsável por uma grande parte do serviço postal no Brasil e a interrupção dos serviços pode causar prejuízos a empresas e indivíduos que dependem dos Correios para suas atividades. Além disso, a paralisação também pode afetar a imagem da empresa e a confiança do público nos serviços postais.

Expectativas para o Futuro

Com o julgamento do dissídio coletivo marcado para 21 de setembro, as partes envolvidas aguardam ansiosamente a decisão do tribunal. Enquanto isso, os Correios e a Findect devem continuar as negociações para tentar chegar a um acordo que atenda às necessidades de ambos os lados. A resolução da greve é fundamental para garantir a continuidade dos serviços postais e minimizar os impactos na economia e na sociedade. A situação dos Correios é um desafio complexo que requer uma solução equilibrada e justa para todos os envolvidos.

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